Pal e Morten foram entrevistados pela repórter Anne Lemhöfer (Frankfurter Rundschau) sobre a turnê de despedida. O pessoal do fórum alemão traduziu para o inglês e a Fernanda Feer gentilmente nos enviou a mensagem.
Tentei traduzir o ponto que achei mais importante sobre o fim do a-ha.
Pergunta:
Sr. Waaktaar, no final de 2010 você vai tocar o seu último concerto com o A-ha. Você sabe o que você vai fazer depois disso?
Pal Waaktaar-Savoy: Música. Minha esposa e eu fundamos em 1994, a banda indie rock “Savoy”. Eu vou sempre tocar e escrever canções, com A-ha, ou com outras pessoas.
E você, Mr. Harket?
Morten Harket: Eu poderia parar de fazer música.
Podemos concluir que a dissolução da banda não foi uma decisão unânime?
Waaktaar-Savoy: Vamos colocar dessa maneira: Alguns de nós queria mais, outros menos.
Harket: Essas decisões não são feitas de um dia para o outro. Foi um processo, um desenvolvimento.
Ainda na mesma entrevista, Morten comenta que a partir dos anos 90 o preconceito por parte dos críticos foi se modificando e a banda passou a ser vista como uma banda adulta. E sobre atuar na política, ele deixou claro que jamais seria partidária e sim com ações sociais.
Quem acompanha a trajetória do Morten já conhece sobre as suas atuações humanitárias.
Em uma entrevista anterior em Colônia, ao jornal Aftenposten, Morten havia declarado que:
“Todas as coisas , eventualmente, chegam a um fim. Podemos olhar para trás em um fantástico 25 anos de carreira, e agora estamos tendo sucesso mais uma vez. Estamos andando em uma onda muito boa. Ter a oportunidade de terminar as coisas, enquanto você está por cima é um privilégio. Nós estivemos nisso por 25 anos com um monte de destaques, onde a vida artística, funcionando como um artista, foi a coisa mais importante. Porque é isso que nos propusemos a fazer quando fomos para Londres em 1983 “.
“As pessoas vão sempre especular se este é realmente o fim, mas não vamos dar qualquer comentário sobre isso. Nenhum de nós sabe como as coisas vão ser no futuro, mas esse é o tipo de ponto, a abertura de um pouco de ar fresco. Mas a-ha tem uma turnê de despedida e um ano de comemoração, em 2010. “
Quanto ao
Pal, em uma outra entrevista, havia se dito surpreso com essa decisão, assim como aconteceu em 1993.
Já o Mags, em entrevista ao jornal Dagladet foi o mais enfático:
“
O a-ha nunca retornará após 4 de Dezembro de 2010. Não haverá mais lançamentos de álbuns e concertos“.
“Estamos terminando as coisas com o “High note”, Furuholmen diz.
“O a-ha não é uma máquina de movimento perpétuo, e há um tempo para tudo. Nosso tempo será em breve, e vamos terminá-la com um show comemorativo. Nada pode durar para sempre.”
Como pode ser observado não só por essas entrevistas, mas por outras que vez por outra são divulgadas na internet, está claro que não havia um concenso entre Mags, Morten e Pal sobre o encerramento do a-ha.
É prematuro afirmar qualquer coisa a respeito, mas a minha impressão pessoal é de que Mags foi quem “bateu o martelo” do fim.
Porém, talvez nunca saberemos se tal atitude foi por conta de que seus projetos pessoais tenham se tornado uma fonte de prazer pessoal maior que o a-ha ou foi uma consequência de algo que já vinha se deteriorando na banda.